Monday, September 28, 2009

Pé na tabua - Revista Trip # 181 - Especial Desaceleração - resgatando os velhos sentidos do surf e o prazer de viver sem pressa.

Pé na tábua
As Alaias, pranchas que os havaianos usavam há um século, só funcionam com muita calma

15.09.2009 | Texto por Flávio Ascânio Fotos Aleko Stergiou
http://revistatrip.uol.com.br/revista/181/especial/pe-na-tabua.html

O surfista esquisitão chamava a atenção dos poucos que se aventuraram naquela manhã fria e nublada na praia do Tombo, no Guarujá. Esperando as ondas, o atleta ficava só com a cabeça fora da água, mais parecia um banhista. Na hora de descer pela onda, mais estranhamento. Tudo lento, nada de batidas rápidas ou manobras elaboradas. A convite da Trip, o free surfer profissional Junior Faria testava uma legítima Alaia de 6 pés. Essas pranchas são réplicas dos boards usados no Havaí há um século. Feitas de madeira e sem tratamento algum de verniz ou resina, não têm quilha ou leash, mais parecendo uma tábua de passar roupas fininha.

“Tem que ter cabeça aberta, entrar disposto a reaprender a surfar”, explica Junior, 22 anos, mais acostumado a desbravar novos picos com manobras rápidas e voando baixo com pranchas do século 21. Na Alaia, nem adianta sair rápido, com batidas frenéticas. A prancha desgarra e você perde a onda.

SURF DE RAIZ
O revival da Alaia começou quando o shaper australiano Tom Wegener visitou o museu de pranchas da universidade do Havaí e viu antiquíssimas tábuas de madeira usadas no surf havaiano, entre elas a Alaia. De volta à Austrália, decidiu construir algumas, quatro anos atrás. Foi seguido pelo irmão John, que fez o mesmo em sua loja na Califórnia.

Logo a ideia de pegar ondas com essas peças retrôs virou febre entre surfistas de peso como os irmãos Malloy, David Rastovich, Rob Machado e o bicampeão mundial Tom Carroll. Mais: esse resgate de um surf clássico, de raiz, inspirou filmes como The Present, que mostra os Malloys, Machado, entre outros, surfando grandes ondas com Alaias.


O neozelandês David Rastovich, um dos pioneiros do resgate da Alaia, encara onda de responsa com a tábua em Mentawaii, Indonésia

O Brasil também entrou na onda. Em Ubatuba, litoral de São Paulo, o desenhista industrial Tiago Matulja e o carpinteiro Kiko Horácio criaram a "A Flora de Itamambuca - pranchas de surf de madeira" especializada em construir diversos modelos de pranchas de madeira, entre elas a Alaia. Além de remeter aos primórdios do surf (incluindo aí não só Alaias havaianas, como também as madeirites, de compensado naval, usadas no Brasil nos anos 50 e 60), as pranchas de madeira são mais ecológicas. Não têm o problema de descarte das tradicionais, feitas de material não reciclável.

COMO NO SNOWBOARD
Foi na loja de John Wegener em Laguna Beach que o surfista e especialista em pranchas Luis Felipe Gontier, o Pipo, comprou a relíquia que emprestou para nosso test drive. “A Alaia ultrapassa nossa concepção de prancha, tem uma performance incrível. Na Alaia, por ser sem quilha, você tem que controlar a derrapagem, como no snowboard”, explica Pipo.

Dentro d’água, há mais diferenças em relação às pranchas comuns. Para atravessar a rebentação, por exemplo, a técnica é outra. O bico largo dificulta, e o surfista tem que afundar a prancha de lado, como uma faca. Uma vez posicionado, o mais difícil não é entrar na onda, e sim dominar a prancha. Se ficar muito pra frente, o bico afunda. A vantagem de tomar uma vaca com a Alaia é que ela é tão fina e de flutuabilidade tão baixa que a onda não leva ela pra areia. Fica meio que no mesmo lugar, como um toco de madeira na água.

No Guarujá, Junior deu umas três embicadas antes de pegar o jeito desse surf slow-motion. Mas saiu da água com um sorriso no rosto. “Depois que você se adapta, é só diversão.” Entender sua curtição é mais fácil ao se lembrar que free surfers como ele entram nessa justamente para dar um tempo de campeonatos e curtir um surf mais tranquilo, viajando atrás de boas ondas, com a cabeça fresca.
Até o fotógrafo Aleko Stergiou teve que se virar para registrar a session. Um dos principais fotógrafos de surf brasileiros, Aleko encara nadando e com uma câmera na mão ondas que a maioria não chega perto nem de jet ski. “Nunca havia feito fotos de surfistas com prancha Alaia. Tive que chegar bem mais perto.” Com pranchas convencionais, o atleta ajuda, vai mais perto da câmera pra fazer a manobra. Na Alaia, não há essa mobilidade. Portanto, o negócio é desacelerar e surfar curtindo, sem se preocupar com avaliação de juiz, manobras apressadas ou mesmo com o clique.

Antes de pegar o jeito de surfar da alaia, Junior deu umas embicadas

Prancha de surf Alaia - Alaia Surfboard

Tiago com a Alaya 8'7"

Kiko shows the full concave

Monday, March 23, 2009

StandUp Paddle Surfboard - Artesanal e Tecnológico

A evolução continua, agora com os projetos feitos em 3D fica mais facil a visualização da prancha, antes do final, por diversos angulos, melhorando a fidelidade do projeto à idéia original.

Cavernas cortadas a laser CNC diretamente do computador
Ossada de Baleia

Onda retrô - Revista Trip # 175 - Tag Esporte e Tecnologia

Uma enxurrada de novos modelos e materiais para pranchas começa a ganhar os shapers

20.03.2009 | Texto por André Mascarenhas Fotos Nelson Mello
http://revistatrip.uol.com.br/exclusivas/175/onda-retro/page-1.html


Um surf menos voltado para a alta performance e cada vez mais preocupado em celebrar as sensações e valores que fazem do esporte um estilo de vida. Após anos de "ditadura" das triquilhas, uma enxurrada de novos modelos e materiais para a construção de pranchas começa a ganhar a confiança de shapers e surfistas brasileiros, que parecem estar revendo a obsessão por mimetizar o padrão WCT em busca de um estilo mais suave e em maior sintonia com a essência do surf.

A popularização das pranchas que resgatam linhas que por anos ficaram esquecidas, ou postas em segundo plano, são o exemplo mais visível dessa tendência. Chamadas de retrô, a diferença dessas bóias para os modelos produzidos no passado está no fato de as primeiras não ignorarem os avanços obtidos até agora no processo de produção de pranchas. Pelo contrário: elas são o fruto das possibilidades abertas pelas tecnologias mais avançadas.

Mas não são só essas as opções para os que procuram uma maior identificação com o "soul surf". Uma das origens do esporte, o stand up paddle – aqueles pranchões em que o atleta permanece o tempo todo de pé, locomovendo-se com a ajuda de um remo – é hoje uma das modalidades que mais avançam tanto na preferência dos surfistas como no desenvolvimento dos equipamentos. Há ainda as pranchas ecológicas, feitas com materiais recicláveis, que vão do industrializado isopor à madeira certificada. Por fim – e menos ecologicamente correto –, novos processos industriais para a construção de pranchas pré-moldadas e com características diferentes dos materiais mais populares também compõem o leque de opções para os surfistas que procuram novas experiências na água.

Isso não significa, é claro, que o número de praticantes do esporte usando pranchinhas com design semelhante às que se vê no circuito mundial irá diminuir. Quase todos shapers e atletas concordam que dificilmente alguma outra configuração de quilhas e design conseguirá ser tão eficiente e versátil para a realização de manobras. Ainda assim, também é verdade que cada vez mais surfistas – profissionais e amadores – têm se permitindo experimentar novas sensações no free surf, num movimento que além de resgatar estilos e linhas que pareciam adormecidas, contribui para elevar o nível de performance da galera também nas triquilhas.

O resultado disso é o que se vê hoje na maioria das praias e salas de shape: uma variedade de pranchas que utilizam décadas de evolução do esporte para buscar combinações antes inimagináveis de design, tamanho e configuração de quilha.

A monoquilha tamanho 5'7" do fotógrafo Rafael Muner, 24, é um exemplo dessas novas possibilidades. Do tamanho de uma pranchinha comum, a prancha mistura linhas modernas – mais curva no bico e bordas finas – com características de modelos antigos – além de monoquilha, ela utiliza uma rabeta diamond. O resultado é um surf com menos troca de bordas, mas ainda assim bastante veloz. Embora ainda prefira sua triquilha nos dias de maior pressão, Muner vê a experiência como uma oportunidade de fazer uma linha diferente, sem perder a agressividade. "Ela vai bem numa onda mais de pé. É boa para tubos, porque acelera muito. Vejo como uma forma de continuar com a pranchinha e, ao mesmo tempo, fazer um surf mais clássico", explica ele, que destaca que não é em toda onda que o modelo funciona. "Num mar mais gordo, fica complicado."

Especializado na criação de modelos que combinam design retrô com características modernas, o shaper da Aerofish, Gregório Motta, 26, vê essa busca por novos formatos de pranchas como uma resposta à padronização imposta pela triquilha. "As pessoas estão começando a perceber que o surf não é só a sensação da pranchinha. Não é só a batida, ser radical. O surf é pegar carona com a onda", resume ele.

Ainda assim, Motta faz questão de ressaltar que seu objetivo não é recriar modelos antigos. "Não dá para regredir. Faço pranchas olhando pra frente", explica o shaper, enquanto mostra algumas de suas criações (todas devidamente "batizadas" com nomes padronizados conforme o estilo). É de modelos como a "cosmic" a que ele se refere. Como uma fish (biquilha que se popularizou a partir da segunda metade dos anos 70, e que está voltando com força), a prancha caracteriza-se por ter bastante área, pouca curva e boa flutuação, facilitando a remada em dias menores. Ainda assim, diferentemente das fishs originais, o modelo tem rabeta mais estreita, com encaixe para três quilhas, o que diminui o raio de curva e dá mais estabilidade de manobra para a prancha.


MODERNIZAR SEM PERDER A TERNURA
O shaper Renato Boreggio, da Stormrider, explica que são basicamente quatro as variáveis que podem ser exploradas em experimentos com pranchas que resgatam o estilo retrô: curva, bordas, fundo e tipo e posicionamento das quilhas – além, é claro, das medidas de comprimento e largura. A lógica: em cima de um outline (o desenho externo) que segue o das pranchas antigas, o shaper trabalha com essas variáveis de forma a atender as necessidades e nível do surfista. Boreggio dá o exemplo de uma biquilha com bico e meio de fish, mas com borda de pranchinha e fundo full concave, características que garantem um surf com mais liberdade nas curvas e boa retomada de velocidade. "As pranchas antigas eram todas mais ou menos iguais, seguindo medidas parecidas. Agora, você consegue dar mais curva para uma prancha que seria reta, por exemplo", explica. "Mas se você moderniza demais, ela perde a essência."

Mas não é só de fishs que o mercado de pranchas retrô sobrevive. Boreggio acaba de preparar uma leva de monoquilhas com características muito parecidas com os modelos em que foram inspiradas, com tamanhos 6"7 a 6"8 e três opções de rabeta: swalow (para um surf com maior quebra de linha), round pin (mais projeção) e wing round pin. A variante moderna mais trabalhada nesses modelos é a borda, mais fina que as originais.

Apesar do furor em torno das pranchas retro, proporcionalmente, ainda são poucas as pessoas dispostas a gastar entre R$ 800 e R$ 1000 em pranchas que não sabem ao certo como funciona. Para Boreggio, isso acontece porque muitos usuários de pranchinha que procuram uma opção para um surf diferente acabam por preferir pranchas que sabem como funciona, como os longboards e os funboards.

O caminho inverso, no entanto, parece ser mais comum. É grande o número de longboarders e surfistas mais velhos que vêem nas pranchas retrô uma opção para uma linha diferente, no surf do dia-a-dia. Faz cinco anos que o longboarder profissional Jaime Viúdes, 33, faz questão de ter em seu quiver pelo menos uma prancha com características retrô, já que ela permite um estilo muitas vezes parecido com o do longboard. "O surfista de long está acostumado a misturar o surf clássico com o radical. Eu surfei durante anos com pranchinha. Pra mim, esses modelos permitem reviver os tempos de radicalidade sem perder a classe", resume Viúdes.

Ainda assim, a busca por linhas diferentes de surf também fascina as novas gerações. O estudante de desenho industrial Lucas Grass, 21, acha que surfar com tipos diferentes de prancha ajuda a aprimorar sua performance. Grass tem em seu quiver duas fish biquilhas, além de pranchas shapeadas por ele mesmo, com blocos de longboards usados.

"Gosto de surfar com qualquer tipo de prancha, de sentir como cada uma funciona na água. Não gosto de me limitar", conta Grass, cuja vontade de experimentar linhas diferentes de surf aflorou no dia em que encontrou um pedaço de longboard abandonado e resolveu transformá-lo numa prancha. "Quando você não se limita, sente seu surf melhorar. Você fica mais calmo, lê melhor a onda."


STAND UP PADDLE
Outra tendência que começa a ganhar força nas praias brasileiras é o stand up paddle, modalidade em que o surfista mantém-se o tempo todo de pé, pegando as ondas com a ajuda de um remo. Concentrado no desenvolvimento e construção desses modelos, o shaper Fábio Chati diz que o stand up vive um momento parecido ao do surf nos anos 70. "Estamos começando a evoluir, na procura de uma prancha o mais manobrável possível", explica.

Chati trabalha atualmente numa prancha para o big rider Rodrigo Resende. Como uma recém-produzida pra ele, a prancha terá menos de 10 pés, e será feita com bloco de isopor e resina epoxi. Além de mais ecológico que o poliuretano e a fibra de vidro, o material dá maior flexibilidade de trabalho para Chati. "O isopor e o epóxi não são tão simples de trabalhar como o poliuretano e a fibra de vidro. Mas me dão possibilidades maiores, uma vez que posso montar uma prancha com colagens do material, fazendo uma bóia com flexibilidades diferentes."

FEITA DE QUÊ?
A busca por novos materiais e processos para a construção das pranchas de surf podem apontar para caminhos totalmente distintos. Do lado tecnológico, pranchas como as importadas pela Hydrotek ganham espaço por serem altamente flexíveis e resistentes, construídas através de um processo de infusão a vácuo que combina vários componentes –bloco de isopor, resina epóxi e um material altamente resistente conhecido como divinicell . "É uma prancha com muita durabilidade. Enquanto uma prancha comum costuma durar pouco mais de um ano, essas pranchas têm uma durabilidade de até oito anos", explica o diretor comercial da empresa, Mário Santos.

Caminhando em direção diametralmente oposta, a A Flora Surfboards, de Ubatuba, bebeu nas raízes do surf ancestral para construir pranchas de madeira capazes de proporcionar uma performance parecida com a obtida pelas pranchas de poliuretano. Tudo começou como uma idéia para construir uma canoa, mas aos poucos o designer Tiago Matulja, 30, percebeu que poderia construir uma prancha de surf toda em madeira.

O primeiro projeto – uma fish 6'0" – nasceu após quase 4 meses de pesquisa, e ficou com quase 9 quilos. Embora não considere isso exatamente um problema, Matulja e seu parceiro Kiko Horácio já fazem hoje bóias com peso que vai de 2 a 3 quilos. "Em alguns casos, eu prefiro uma prancha com mais peso. Mas o maior preconceito que temos encontrado é em relação a isso. Estamos agora procurando formas de fazer pranchas mais leves."

Embora não tenha começado com viés ecológico, o projeto está voltado hoje mais para a educação ambiental do que para a venda das pranchas. Mesmo porque, por ser um processo que requer muito trabalho, os modelos da A Flora Surfboards são bastante caros, podendo custar três vezes mais do que uma prancha comum.

Wednesday, March 11, 2009

Surfe no asfalto - Street surfing

Ladeira do Museu do Ipiranga - São Paulo

Tiago e Pedro Matulja por Michelly Novo


TAL PAI, TAL FILHO por Luciana Yole


Pedro Matulja (4 aninhos bem rodados)

Tuesday, January 20, 2009

A Flora de Itamambuca

Localizado à Latitude 23º 23' 41" S e Longitude 45º 00' 25" em Ubatuba, a Flora de Itamambuca é um pedaço de terra conhecido por todos ali na região por ser o local que serviu de berçário e viveiro de mudas à época do loteamento desta praia. Esta gleba de frente à via de acesso à praia de itamambuca foi embargada nos anos 80 ficando proibida a derrubada de sua mata e consequentemente novas construções o que é uma dádiva para a natureza!
Aqui vivem diversos animais silvestres em contato com os humanos como o tucano e o serelepe que adoram comer os coquinhos das palmeiras, também avistamos pica-pau, mutum, teiú, saruê, capivara, cutia, tatu, quatí, preguiça, morcego-beija-flor, beija-flor, tiê, saguí, inclusive serpentes como caninana, jararaca, urutú-cruzeiro e coral (tanto a falsa como a verdadeira) entre outros animais. Jaguatirica ainda não apareceu por aqui mas nunca se sabe qual o proximo bicho que cruzará o caminho.

Dentro deste espaço, algumas construções anteriores ao embargo permanecem no local como a surfshop e a imobiliária logo na entrada e a nossa oficina de marcenaria.
Na lojinha, estão à venda alguns produtos de praia para a mulherada como bikines e saídas de praia. Algumas pranchas de madeira estão expostas na vitrine e algumas outras comuns disponíveis para aluguel. Se vc provar ser um surfista de alma, talvez possa alugar uma de madeira!

O espaço da Flora continua florindo e servindo de viveiro de mudas nas mãos verdes da mulher do Kiko Horácio, a querida Fafá, que cria projetos paisagísticos para toda ubatuba com base em mudas e sementes da Flora. Contato: (12) 3845-1233.
Abaixo estamos descarregando 100 mudas de espécies nativas da mata atlântica na praia do Prumirim para o reflorestamento de uma área afetada pelo desmoronamento de uma encosta.
Na oficina, além das famosas pranchas de surf de madeira, feitas por mim e pelo Kiko são criados móveis rústicos feitos de madeira reutilizada e reciclada. Camas, armários, estantes e mesas únicas vindos de um lugar singular.

Tiago Matulja e Kiko Horácio

Monday, January 19, 2009

Premio Objeto Brasileiro

Mensagem originalmente postada em Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Comprovado mais uma vez o caracter original e decorativo das pranchas ocas de madeira da A Flora Ecoboards. O Projeto Curi Atá Apenunga foi selecionado para participar da exposição do 1° PRêMIO OBJETO BRASILEIRO entre outros mil projetos.


O Prêmio Objeto Brasileiro foi lançado em comemoração aos 10 anos de A CASA – museu do objeto brasileiro, que se dedica ao reconhecimento, valorização e desenvolvimento da produção artesanal e do design. Com o apoio de divulgação de diversas universidades de todo o país, o Prêmio recebeu mais de 1000 inscritos.

A Exposição 1° Prêmio Objeto Brasileiro destaca o melhor da produção artesanal contemporânea do país trazendo os 61 objetos e projetos selecionados de 20 estados brasileiros que foram finalistas da primeira edição do Prêmio Objeto Brasileiro. Produzidos pela parceria entre designers e artesãos, os objetos vão desde luminárias, jóias e acessórios, a móveis e utensílios domésticos e até prancha de surfe.

“Podemos observar a diversidade de materiais e técnicas empregadas, próprias das características regionais deste país continente”... “O resultado final dos trabalhos selecionados demonstra alta qualidade tanto dos profissionais, sejam eles designers ou artesãos, como das instituições, que, apesar de todas as adversidades enfrentadas, acabam respondendo os desafios de forma consistente e criativa. Fica claro, em alguns projetos, a intervenção da metodologia do design de forma consistente nos produtos, mas possibilitando e dando margem que a expressão fundamentada na cultura local, permaneça evidente”, comenta Auresnede Pires Stephan (Prof. Eddy), coordenador do júri do Prêmio.


Exposição 1º Prêmio Objeto Brasileiro

25/09/2008 a 28/11/2008

De segunda a sexta das 10h às 19h
Entrada franca

Local: A CASA museu do objeto brasileiro
Rua Cunha Gago, 807 – Pinheiros - São Paulo - SP
Informações: 11 3814 9711 | acasa@acasa.org.br


http://www.acasa.org.br/evento.php?modo=acaocultural&id=76

http://www.acasa.org.br/arquivo_objeto.php?secao=colecoes&id=1893

Revista Ragga #20 - agosto/setembro - 2008 - ano3 - pg44

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Matéria em página dupla na revista Ragga #20, página 44
http://www.revistaragga.com.br


Leia a matéria na íntegra em versão digital. (pg 44)
http://www.revistaragga.com.br/new/flash/revistaDigital/ed20/revista20.html

Agradecimentos a todo pessoal da Revista Ragga em especial à editora Thaís Pacheco. Que se empenhou em fazer essa excepcional matéria.

Premio Craft Design

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A Craft Design lançou o Prêmio Craft Design – Objetos de decoração, que tem como objetivo incentivar e divulgar a criatividade, o empreendedorismo e inovação do setor de decoração no Brasil, destacando o talento de designers, decoradores, artistas e empresários que propõem novas soluções para objetos de decoração utilitários ou decorativos.

AVALIAÇÃO: O Prêmio é coordenado pelo designer Lars Diederichsen, do Instituto Meio, responsável pelo acompanhamento das inscrições e escolha da comissão julgadora, composta por membros reconhecidos pela experiência nas áreas de design, arquitetura e decoração. Os projetos são avaliados pelos critérios de apresentação, inovação, originalidade, impacto ambiental, perspectiva mercadológica, viabilidade de produção, qualidade e segurança, responsabilidade social e impacto ambiental.
Espaço dedicado à exposição dos objetos finalistas

Dos 580 projetos pré-inscritos no concurso, apenas 31 tiveram participação na exposição da 13ª Feira Craft Design, evento de negócios destinado a lojistas, arquitetos, decoradores, e profissionais da área de decoração onde são apresentadas, todos os anos, novas coleções de designers selecionados. O diferencial da CRAFT DESIGN é a seleção de produtos inovadores de decoração, aspectos funcionais, responsabilidade ambiental e contribuição social, itens que atendam as solicitações do mercado. De 13.08 à 17.08 de 2008. Das 10h às 20h. Centro de Eventos São Luís. Rua Luís Coelho, 323, Consolação - São Paulo - SP

Sou eu, o primeiro da direita para esquerda, segurando o nosso troféu!

Revista Beija-Flor #9 - Surfe com Consciência

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 18 de Julho de 2008

Matéria na revista Beija-Flor, ano 3, número 9. Destaque para foto na capa, matéria Surfe com Consciência. Revista com circulação em Curitiba, Paraná e Florianópolis, Santa Catarina com foco em sustentabilidade, saúde, alimentação, comportamento, espiritualidade, bem estar e cultura de paz.
http://www.revistabeijaflor.com.br

Surf Zen - Jornal Tao

Mensagem originalmente postada em Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

O capítulo 11 do livro Tao Te Ching, traduz exatamente o sentido das pranchas de surfe ocas de madeira, que poderiam muito bem servir de metáfora para compor essa estrofe.

Trinta raios convergem para o meio de uma roda
Mas é o buraco em que vai entrar o eixo que a torna útil.
Molda-se o barro para fazer um vaso;
É o espaço dentro dele que o torna útil.
Fazem-se portas e janelas para um quarto;
São os buracos que as tornam útil.

Desta forma o ser produz o útil,
mas é o nao-ser que o torna eficaz.


O Tao Te Ching , comumente traduzido pelo nome de "O Livro do Caminho e da sua Virtude" , é um dos antigos escritos chineses mais conhecidos e importantes. A tradição diz que o livro foi escrito em cerca de 600 a.C. por um sábio chamado Lao Tzi ("Velho Mestre"), como um livro de provérbios relacionados com o Tao , e que acabou servindo como obra inspiradora para diversas religiões e filosofias, em especial o Taoísmo e o Budismo.

O tema principal do livro é localizado em seu primeiro provérbio: "O Tao que pode ser dito não é o Tao Verdadeiro". O Tao Te Ching situa a origem de todas as coisas no Tao (Caminho, Senda), que longe do conceito de Deus nas religiões deístas, é um príncipio inimaginável, ininarrável, eterno e absoluto, que não pode ser compreendido, já que qualquer tentativa de classificá-lo, cria uma dicotomia que não pode existir em algo Eterno e Absoluto. Já que o Tao não pode ser compreendido, o Tao Te Ching enfatiza que não existem meios de manipulá-lo. Logo os seres devem viver uma vida simples, sem grandes questionamentos morais ou filosóficos, onde se enfatize o "não-agir", isto é, deixar-se guiar pelo curso natural e lógico dos eventos do universo. O homem que seguir este príncipio acaba liberto das vicissitudes da vida, e se torna o "Homem Santo" celebrado no Taoísmo.

Não é à toa que A Flora virou matéria no jornal Tao de Florianópolis - Informativo de Esporte e Saúde. Edição n32 - Agosto de 2008. http://www.jornaltao.com/

Alaia, prancha ancestral, sem quilha - Finless Alaya

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Após a volta dos malibu longboards, das fishs biquilhas e das monoquilhas retrô, o resgate das pranchas ancestrais continua e com a releitura das pranchas de madeira, a onda agora são as alaias, "prancha fina" em dialeto havaiano, são tão antigas quanto o próprio surf, datando de pelo menos 1500 anos atrás.

Hoje, cada vez mais pessoas sentem necessidade de voltar às raízes, para um surf poético, espiritual e com maior grau de dificuldade! Pessoas que surfam pelo puro prazer, pela ligação única que este surf ancestral permite com o mar, com a natureza, incluindo grandes nomes do surf moderno. Tom Carroll, Rob Machado, Dan Malloy, Sage Josk, David Rastovich, Mike Stewart e tantos outros têm surfado com as alayas do australiano Tom Wegener e já não deixam de levar uma em seu quíver em viagens pelo mundo.

Jake

Rob Machado

Tom Carroll

Sage Joske

As pranchas são muito simples, com menos de uma polegada de flutuação, são bem finas, variando de 5 a 9 pés, são tábuas retas, levemente arredondadas no deck, com bordas bem finas e full concave do bico até a rabeta. A principal característica é a sua extrema flexibilidade, que deve ser aproveitada nos diversos moments do surf. Por exemplo, para facilitar a entrada na onda, força-se o bico para baixo, invertendo o rocker da prancha. Outras técnicas de envergar a prancha podem ser utilizadas nas diversas situações sobre a onda. Outra característica é a velocidade que a prancha atinge, sendo perfeita para ondas rápidas, graças a isso, tem sido muito apreciada por bodyboarders, uma vez que as alaias podem ser surfadas tanto em pé quanto deitado ou ajoelhado.

Dan Malloy flexionando para se manter no trilho.

Jake Aproveitando a flexibilidade de sua alaya

Os antepassados havaianos possuíam um ritual religioso para a fabricação das suas ollos e alayas. Uma vez escolhida a árvore, o ritual era iniciado. Colocava-se ao pé do tronco um peixe vermelho chamado kumu e a árvore era cortada. Nas raízes fazia-se um buraco onde, com uma oração, era enterrado o kumu. Em seguida era dado início ao trabalho de modelagem ou shape(forma da prancha); as ferramentas, lascas de pedras e pedaços de coral eram usados até chegar à forma desejada. Com coral granulado (pokaku ouna) e um tipo de pedra bem dura (oahi) era iniciado o trabalho de acabamento para eliminar todas as marcas da fase anterior e tentar alisar a superfície o máximo possível. Com a superfície lisa, eram aplicadas as raízes de uma árvore chamada hili, para dar uma cor negra. Outras substâncias eram utilizadas para impermeabilizar a madeira como forma de encerá-la. Para nossa primeira alaia, escolhemos a Paulownia, madeira exótica, originária de reflorestamento, bem leve, comparável à madeira balsa, porém bem mais resistente do que a mesma, impermeabilizada com a resina vegetal, a prancha é 100% biodegradável. Dada a resistência da Paulownia, não foi necessário o uso de tecido de fibra de vidro, o que tiraria a flexibilidade da prancha.

Diogão empunhando a primeira alaia d'A flora ecoboards

Surf Ancestral - Surfe Sustentável - Revista Vida Simples

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Curi Atá Apenunga, o “pau oco que anda nas ondas” faz história como alternativa de prancha sustentável.Curi atá apenunga. Se ainda falássemos o tupi-guarani, essa seria a frase a ser dita quando as pranchas confeccionadas pelo carpinteiro Kiko Horácio e pelo desenhista industrial Tiago Matulja estivessem a flutuar em meio as vagas da praia de Itamambuca. É lá, numa oficina cercada de mata atlântica, que a dupla fabrica as primeiras pranchas sustentáveis do Brasil. Na contra-cultura de um esporte marcado por pranchas descartáveis, feitas por máquinas e assinadas por números, os ubatubenses buscaram inspiração nas raizes do surfe. No primitivo tempo em que havaianos e polinésios deslizavam sobre as ondas em pesadas pranchas de madeira, que chegavam a pesar até 100 quilos. Na pesquisa, descobriram a origem das pranchas ocas de madeira criadas em 1926 pelo norte-americano Tom Blake, infinitamente mais leves, e que revolucionaram o surfe mundial. Apesar do sucesso na época, a invenção de Blake teve vida curta e foi substituída em 1950 pelas levíssimas pranchas de poliuretano e resina poliester. Uma combinação bombástica: 100% de petróleo, 100% não degradável, 100% tóxica e 99,99% em vigor nos dias de hoje. A resposta da dupla a esta falta de consciência foi resgatar as pranchas ocas de Tom Blake. Mas, podemos perguntar: usar madeira é sustentável? “Aí é que entra a criatividade. Como moramos perto da mata, estamos sempre atento aos galhos e troncos que caem de árvores pioneiras como o guapuruvu e a embaúba. Até com um pinus que achei na praia já fiz prancha” conta Kiko Horácio, que para tornar seu produto ainda mais ecológico passou a usar uma resina vegetal bio-degradável, no lugar da poliester. Além da beleza das pranchas, que podem ser pirografadas, Kiko garante que surfar de madeira traz uma sensação muito boa. “A linha na onda me aproxima do surfe ancestral. E como a prancha é orgânica, e não de plástico, parece que fico totalmente integrado com o mar”.
Para saber mais: http://www.legendarysurfers.com/surf/legends/ls07_blake.shtml http://florasurfboards.blogspot.com/
texto original de Eduardo Petta
foto de Carol da Riva, numa manhã de altas ondas dois dias depois do terremoto. Na sequência fomos surfar na laje do Patiero, pena que a Carol nao foi pra pegar uns ângulos em ação.
Surf Ancestral na matéria para revista Vida Simples no 67, sessão "Mente Aberta" com texto de Edu Petta e foto de Carol da Riva. Muito obrigado à redação da editora abril e à dupla Carol e Petta por abrirem espaço na capa de "tal" revista para a chamada surfe sustentável e por mostrarem ao Brasil uma página dupla com nossas princesas estampadas. Valeu!

Tom Blake - Inventor da prancha oca!

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 08 de Maio de 2007

Tom Blake foi um dedicado homem do mar, campeão de natação, remo e surf. Blake foi também um inventor de carater inovador e trouxe contribuições marcantes para o esporte de correr ondas.A mais significante inovação para os surfistas de seu tempo foi sua prancha oca, produzida primeiramente no final dos anos 20 e início dos anos 3o. Nesta época as pranchas pesavam entre 50 e 100 quilos, uma ollo havaiana chegava a pesar até 150 quilos. A prancha de Blake continuava sendo de madeira mas sua constituição oca reduzia seu peso significantemente para aproximadamente 25 ou 35 quilos, dependendo do tamanho da prancha, tornando o surf mais acessível a um maior número de pessoas.

Tom Blake estudou o design das pranchas de surf ancestrais havaianas e combinou seu outline e shape com sua patente de construção e desenvolveu uma série de pranchas de surf e pranchas de remada.

Da metade da década de 30 até metade da década de 40, essas pranchas de Tom Blake eram o melhor equipamento disponível e a maioria dos surfistas nos quatro cantos do mundo tinham pelo menos um dos modelos de Blake. Alguns surfistas ainda usaram essas pranchas até 1950 ou mais.

Com essa invenção, Tom Blake deu um salto de centenas de anos na arte do surf. Em 1935, colocou uma quilha pela primeira vez numa prancha de surf e inovou mais uma vez rompendo limites inimaginaveis para a época sendo hoje conhecido como pioneiro do surf moderno.
Logo após este período, com o advento da espuma de poliuretano e da fibra de vidro, as pranchas de surf ganharam um leveza nunca antes conseguida e a evolução dos shapes veio muito rápidamente. Toda essa experimentação ocorreu com todo o foco voltado ao núcleo de espuma e dessa forma o design apropriado das pranchas de surf foi apurado. Paralelamente a isso, em outras áreas principalmente na construção naval foi desenvolvida a resina epoxy com suas qualidades de leveza, estrutura e estanqueidade que quando aplicadas à madeira surtiram resultados muito bons. Hoje em dia, podemos construir pranchas ocas de madeira, como as de quase 100 anos atrás porém com todas as características do design atual de rocker, outline, tamanho, flutuação, borda, edge e fundo com uma leveza surpreendente. Para se ter uma idéia, o standup paddle 10 pés desenvolvido pela Flora surfboards tem o mesmo peso de um standup feito de espuma porém com qualidade e durabilidade superior e um visual de impressionar.

Friday, January 16, 2009

Pranchinha triquilha 6´2" - "Caninana" - Threefin shortboard

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Esta pranchinha d´A Flora tem uma história bem interessante, foi no dia em que estava shapeando as bordas na sala de shape, e quando eu peguei a prancha do cavalete para virar o lado, eis que está passando embaixo do cavalete uma cobra sinistra de mais de 3 metros, amarela e preta a menos de meio metro dos meus pés. Na hora eu gelei, fiquei paralizado até ela passar e se esconder atrás de um armário dentro do shaperoom. A partir daí começou a trabalheira, tirar tudo do armário, limpar a área e afastar o dito cujo. Com um pedaço de pau, comecei a cutucar a cobra para que ela saísse pela janela por onde ela tinha entrado, porém a danada insistia em vir pra cima de mim em direção á porta. Logo de início ela investiu contra a madeira dando duas dentadas, e por aí já deu pra perceber o peso de sua violência, sorte que não era minha perna ou meu braço. Depois de uns 20 minutos de briga, ela tentando se esconder hora atrás da porta, hora de volta pra trás do armário, ela acabou se acostumando comigo e percebeu que eu não tinha intensão de machucá-la, então eu comecei a bater a madeira no chão e para surpresa minha ela veio seguindo a madeira, conduzi a cobra porta afora e espantei-a tocando em seu corpo com o pau. Uma semana depois foram vistas 2 pequenas por aqui, provavelmente filhotes daquela Caninãna que devia estar se aninhando para dar cria. A caninana é considerada uma cobra amigável, pois não é peçonhenta e se alimenta de cobras menores porém mais perigosas como as jararacas. Fico feliz que ela more por aqui, mas agora não mais na sala de shape. Em sua homenagem, fiz uma tatoo na prancha pirografando uma caninana no deck da prancha.
Com o peso (3,5 kg) e as linhas de uma pranchinha moderna, sua performance é surpreendente e não deixa nada a desejar ás suas primas de espuma. Deck feito de sumauma, fundo ultra aliviado com menos de 2mm de freijó, bordas e taco de rabeta de Paulownia, madeira muito leve proveniente da ásia, considerada a balsa japonesa e tacos do bico feitos da embaúba que secou e caiu no quintal do vizinho, essa é mais uma prancha quebradora de paradigmas batendo nosso record de leveza.Rocker, curvatura de fundo da prancha acentuada como nas pranchinhas modernas.
Pirografia, a tatuagem das pranchas de madeira da A Flora!
Quilhas feitas á partir das pás de um ventilador de teto deixado na bag de reciclados. (cedro rosa)

Mini-mono - 5´8"

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 11 de Março de 2008

Estreiada a nova mini mono d´A Flora ecoboards. Prancha projetada para ser mais uma 5'6" para tow-in porém devido à excelente performance da sua irmã, achamos por bem aumentar duas polegadas no taco de rabeta e usá-la também na remada. Seguindo nossa nova tendência, decidimos por colocar apenas uma quilha, quebradora de paradigmas, ela tem bastante flutuação mesmo sendo estreita e com seu tamanho bem pequeno, entra nas ondas com a facilidade de um torpedo, ganhando muito em velocidade desde o drop.


Prancha biodegradável utilizando resina vegetal (nota-se pelo tom mais amarelado no fundo) e tecido de fibra de vidro apenas no fundo e quilha. O deck é apenas impermeabilizado com a mesma resina, dispensando o reforço de fibra de vidro devido à grande resistência da madeira utilizada no deck.
Madeira do fundo proveniente de refugo da industria moveleira "descascado de cedrinho rajado com 3mm". Taco de rabeta de pinus encontrado na praia (provável palete de navio cargueiro). Bico de embaúba (árvore secundária nativa da mata atlântica) que secou e caiu no quintal do vizinho. Quilha, deck e bordas em caxeta, freijó e cedro rosa.

Bico concorde, retrô como as antigas pranchas que o kiko usava quando aprendeu a surfar.

Ecoboards - A busca pela prancha vegetal

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 11 de Março de 2008

As idéias-chave que nos impulsionaram a construir pranchas de surf de madeira são:

1. A busca da evolução do esporte resgatando as origens da velha guarda (oldschool) e o respeito e entendimento dos surfistas ancestrais pela natureza e pela arte que por sua vez tornam sua prancha mágica na força de seu sentimento e nostalgia.

2. A arte, o toque e a liberdade possibilitada pela madeira na escultura de formas orgânicas, fractais que estão no DNA da natureza e na sínteze das ondas, do surf e da vida.

3. A substituição de materiais tóxicos e não degenerativos por outros provenientes da biomassa numa pesquisa constante por novos materiais biodegradáveis, renováveis, atóxicos e de base orgânica.

4. A valorização da antítese que pode acordar o mundo na quebra dos paradigmas de uma época marcada por produtos e pranchas de surf descartáveis e feitas sem a menor consciencia ambiental, muitas vezes por uma máquina, perdendo totalmente sua individualidade e a fidelidade às suas origens.


Com essas idéias na cabeça, como fazer para obter a prancha perfeita (para nossos ideais), preenchendo ao maximo os 4 requisitos acima e ainda sendo leve, resistente, durável, com curvas e linhas harmoniosas, bonita e acima de tudo funcional tanto na água quanto na sua confecção? Através da curiosidade e do trabalho! Fazendo uma atrás da outra, pesquisando métodos construtivos, engenharia naval e de materiais, pensando e sonhando a respeito. Aprendemos bastante lendo tudo sobre construção naval e compósitos e participando de listas de construtores de veleiros. Hoje, quase dois anos depois do início da idéia, evoluimos bastante e posso dizer que estamos indo passo a passo em direção à inalcançável perfeição, inexistente na matéria.

Nossas pranchas são feitas seguindo um longo processo de trabalho com diversas etapas tornando uma das maiores características das pranchas ocas de madeira a mão de obra detalhista e meticulosa, envolvendo muitas áreas das artes, do design e da engenharia.

etapa 1: Design do projeto
Envolve todo desenho das peças que conformam o cavername da prancha pretendida, o outline, a longarina com a flutuação em todo comprimento da prancha e o rocker (curva de fundo) e as costelas transversais, responsáveis pelo caimento do domedeck , da linha de borda e do fundo de acordo com o que se espera da prancha.

etapa 2: Montagem do cavername
Recorte das peças que compõem a alma da prancha oca, colagem das costelas na longarina e dos tirantes nas costelas formando um esqueleto flexível parecido com uma asa de um avião de aeromodelo.

etapa 3: Colagem do fundo
Preparação da chapa que será utilizada no fundo da prancha, ela pode ser formada pela colagem de folhas mais finas formando algo como um compensado até chegar à expessura desejada ou pela colagem lateral de ripas de madeira leve já com a expessura desejada. Depois da chapa estar pronta com as dimensões do esqueleto da prancha, ela é colada numa mesa projetada exclusivamente para prensar a prancha durante 2 ou 3 dias até a cura total da cola. Logo após ela é totalmente impermeabilizada por dentro, fundo e esqueleto. Nessa etapa pode ser realizada a colagem da caixa de quilha se for o caso.

etapa 3: Colagem do deck
Ocorre exatamente de acordo com o processo de colagem do fundo, porém mais reforçado pois é o ponto de maior esforço estrutural. Durante a montagem das chapas do fundo e do deck, pode-se pensar no desenho que a colagem das madeiras irá dar às pranchas, pelo contraste de madeiras mais claras e escuras, a marchetaria é a arte que pode valorizar muito este trabalho.

etapa 4: Refile
Recorte do deck e do fundo da prancha de acordo com o inline da prancha, preparando-a para a colagem das ripas de borda que serão posteriormente shapeadas.

etapa 5: Bordas e tacos de bico e de rabeta
Serragem das ripas e colagem das mesmas no inline da prancha, colagem de tacos de rabeta e de bico fechando a caixa. Bloco pronto e já se pode ver a prancha quase pronta passados em média 15 dias de trabalho.


Etapa 6: Shape
Agora chegou a hora da escultura, momento em que o bloco deverá ser habilmente shapeado, o outline será retraçado, as bordas serão viradas, o edge definido e o peso morto eliminado.

Etapa 7: Quilhas
Colagem da madeira para formacão da chapa, recorte do outline da quilha, shape do foil e laminação. A quilha de madeira traz flutuação positiva à rabeta da prancha, diferente das pesadas quilhas de resina que tendem a afundar.


Etapa 8: Grafismos
Além da marchetaria, a prancha de madeira aceita bem a utilização de tinta e também outras formas de arte como pirografia. Que tipo de prancha poderia ser prirografada? Só uma de madeira de verdade mesmo, aquelas que são feitas de bloco de espuma e revestidas com uma folha de madeira apesar de serem lindas, muitas vezes marchetadas, sao uma farça e jamais poderiam ser pirografadas.


Etapa 9: fixação da ancoragem da cordinha (leash) e da válvula de pressão.
A fixação da cordinha todos estão familiarizados pois esta etapa faz parte de qualquer prancha de surf, podendo ser uma pitinha, um copinho plástico ou até mesmo um gancho de latão. O que mais intriga é a válvula de pressão que existe para que a mudança de temperatura do ar do interior da prancha não prejudique a laminação e estanqueidade da prancha oca. Quando está muito quente, o ar tende a expandir e se não tiver por onde escapar, força as juntas de dentro para fora da prancha, podendo soltar a camada selante da prancha e criando passagem para água entrar. O contrário também pode acontecer, com o ar interno esfriando, cria uma pressão negativa que tende a chupar o ar (e tb a água) para o interior da prancha. Sendo assim, a válvula deve ficar sempre aberta e somente ser fechada ao entrar na água, abrindo após o uso. A válvula de pressão também serve como um termômetro que nos diz se a prancha está estanque, colocando um pouco de pressão dentro da prancha, a mesma deve segurar o ar lá dentro, fazendo o barulho de um sopro ao ser aberta, sinal que o ar não está escapando com a válvula fechada. Caso prancha não esteja estanque, ela não segurará o ar em seu interior.

Etapa 10: Laminação
Uma etapa muito importante da fabricação de uma prancha "oca" de madeira pois sem ela, a prancha vira um vasilhame d'água e certamente irá naufragar. O mais importante é tornar a prancha uma caixa estanque, para que não enxarque aumentando seu peso sem comprometer sua estrutura.

Inicialmente utilizamos a resina mais barata, comum e de mais fácil acesso que tinhamos em Ubatuba, a resina poliester, utilizada na laminação dos blocos de poliuretano expandido com reforço de fibra de vidro; em nossas primeiras pranchas, ela adicionou 2 quilos ao conjunto total da prancha, se mostrando bastante resistente em alguns casos porém delaminando em 30% dos casos em certas partes feitas com madeiras mais oleosas e ou mais porosas. Além deste problema de aderência à madeira, tem o problema da toxidade durante a cura quando ela emite gases muito prejudiciais à nossa saúde e à atmosfera. Apesar de sabermos desses males, inclusive do fato dela ser derivada de petróleo (fonte esgotável) e utilizar a fibra de vidro que ao ser lixada tb faz mal ao lixador e deixa para trás um resíduo que se acumulará por milhões de anos, já estávamos substituindo o bloco de PU, o que num primeiro momento já era o suficiente para nós.

Com a busca por um produto melhor, passamos a utilizar a resina epoxy, normalmente utilizada na laminação de pranchas de poliestireno expandido (isopor), é a mais indicada para laminação em madeira por ser mais aderente à mesma, mais forte, mais flexível, mais leve porém bem mais cara e um pouco mais difícil de trabalhar pois ela sofre com a humidade e com a temperatura mais baixa. O ideal é laminar em um dia mais quente e de preferencia menos húmido, o que é bem difícil em Ubatuba, ou numa estufa climatizada. Já passamos a utilizar um tecido de fibra de vidro mais fino, uma vez que a estrutura do conjunto está na madeira, fazendo uma camada de laminação mais fina, ganhamos em leveza cerca de meio kilo. A resina epoxy é bem mais amigável ecologicamente, não fazendo mal à camada de ozônio porém deixando ainda resíduos derivados de petróleo que demorarão centenas de anos para se degradar e ainda temos o reforço de fibra de vidro que dá uma coceira danada em quem está lixando.

Como pode-se constatar, até agora, ainda não tínhamos chegamos à um produto 100% biodegradável, mas a pesquisa continuou, nos tornando cada vez mais curiosos, testamos diversas ceras e resinas naturais para estanqueidade das pranchas de madeira e no momento estamos experimentando um produto que vem se mostrando ser o ideal, uma resina impermeabilizante com base em óleos vegetais totalmente renováveis, completamente biodegradável em 10 anos (sob as condições ideais de degradação), inodora, definitivamente atóxica e de coloração ambar, que deixa ainda mais bonita a cor da madeira. Temos algumas pranchas que já estão na água e inteiramente vedadas, sem a utilização de reforço estrutural em fibra de vidro, aumentando míseras quinhentas gramas no conjunto total da prancha. O melhor disso tudo, o preço, essa impermeabilização sai mais barata que uma laminação poliester, assim damos mais um passo em direção à evolução ou à revolução na fabricação de pranchas de surf substituindo mais um processo tóxico por um natural. Já temos alguns clientes abraçando essa causa ao optar por essa impregnação natural, fazendo parte desse verdadeiro manifesto cultural e ecológico.

Minilong "funboard" 8 pés

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 11 de Março de 2008

Atendendo a pedidos, aqui o plano de estudos do Funboard 8'0, inspirado no minilong de Rich Blundell

Madeira certificada rouba a cena no mercado

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Apesar do cenário de conflitos sobre o desmatamento ilegal de florestas na Amazônia, a madeira certificada está ditando as rédeas de muitas negociações no País. Empresas como Embraer, Gafisa, Takaoka, Natura e Sawaya Engenharia, puxam a demanda com realização de projetos sustentáveis. Há também municípios que estão mudando processos de compra, especialmente para obras de infra-estrutura, visando conter o financiamento público da destruição da floresta Amazônica.


O crescimento das florestas certificadas torna-se realidade, é o que apontam dados do Conselho de Manejo Florestal FSC Brasil. Segundo a organização, 40% das florestas do País são certificadas, somando 5 milhões de hectares. Em 2003, apenas 1 milhão de hectares eram certificados. Trata-se da mais conhecida certificação ambiental do mundo, que garante a rastreabilidade da matéria-prima desde a floresta, passando por todas as etapas de transformação do produto até o consumidor final.

A rede EcoLeo, braço do grupo especializado em produtos de origem sustentável LeoMadeiras, aprendeu a ganhar dinheiro com essa tendência. Comemora cinco anos de existência com um incremento de 80% nas vendas em 2007, em relação a 2006. O grupo tem 36 lojas em sete estados, mas apenas duas levam a bandeira EcoLeo.

Atualmente, 80% da linha de madeira comercializada nas lojas Leo Madeiras provém de florestas plantadas ou certificadas. O restante, afirma a empresa, é madeira legal de fornecedores visitados, mas que não se enquadram na certificação. A participação da receita dos produtos sustentáveis no faturamento do grupo ainda não foi mensurada. Em 2007, a Leo Madeiras obteve receita de R$ 377 milhões, 18% superior ao resultado de 2006. A meta para este ano é atingir a marca de R$ 450 milhões, com abertura de oito lojas, sendo 2 próprias e 6 franquias.

A EcoLeo trabalha com 23 fornecedores, inclusive populações do Amazonas, como a comunidade de Chico Mendes, no Xapuri, Acre e acredita que a venda de madeira nativa é uma questão socioeconômica, pois as comunidades dependem da exploração.

Cidades Amigas da Amazônia
Criado em 2003 pelo Greenpeace, o inovador programa Cidades Amigas da Amazônia atua junto a municípios na orientação para adequar seus procedimentos à lei, isto é, para que as cidades deixem de comprar madeira ilegal. A medida parece simples, mas esbarra na burocracia - os contratos de licitação não deixam explícita a exigência da utilização de madeira legal.

Atualmente, 36 cidades, sendo seis capitais e também o Estado de São Paulo - maiores consumidores da madeira do Brasil -, já assinaram o termo de compromisso com a entidade para mudar seus processos de compras. A demanda, no entanto, é muito maior. Cerca de 100 cidades estão na fila para fazer parte do programa.

Atualmente, o Greenpeace negocia com Rio de Janeiro e Bahia a assinatura do projeto.

Fonte: Gazeta Mercantil

Revista Alma Surf - 01/08 - Especial Festival Alma Surf - edição de aniversário - 7 anos - Exposição Consciência

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

"Consciência foi o tema da Mostra Internacional da Arte e Cultura Surf deste ano. Os acontecimentos entre os dias 8 e 16 de novembro de 2007 ficaram para sempre marcados na memória da cultura surf mundial. O encontro promovido pelo Festival Alma Surf, revolucionário, propôs um elo salutar e eterno para todo o mundo do surf. Artistas, fotógrafos, shapers, escritores, filmmakers, músicos e pensadores, apaixonados de todas as partes, reuniram-se em São Paulo (Oca do Ibirapuera), Rio de Janeiro (Vivo Rio - anexo do MAM) e Florianópolis (El Divino Club) com o objetivo único de poder desfrutar da melhor atmosfera surf que existe, a da comunicação. Por meio de todas as formas de informação, seja nas insinuações das pinturas e desenhos, seja no impacto provocado pelas imagens, cenas, pranchas ou canções, a troca de idéias foi a mais importante e significativa função do festival. Reunir amostras da arte surf e seus personagens tem se tornado uma marca registrada do 'Brazil Surf Festival', que se consolida na maior expressão surfística que o mundo já viu. Estados Unidos, América do Sul, Europa e Oceania, referências de todos os cantos, buscaram a Alma Surf para expor suas obras e criações, inspirações e pensamentos, todos envoltos de um só propósito, o de viver o surf. O que se viu no Festival Alma Surf, muito mais do que brasileiros atrás de referências externas, foram os próprios estrangeiros, sejam eles Bob Mignogna, Rick Irons, Jim Kempt0n, Keiko Beatie, Sean Davey, Céline Chat, Nathan Paul Gibbs, Jay Alders, Sunny Abberton, Zack Gill, Matt Costa, G.Love ou Donavon Frankenreiter, que buscaram na fonte Brasil o porquê desse povo tão feliz possuir uma cultura surf tão absolutamente forte quanto. Os brasileiros, nós, realizamos o Festival Alma Surf junto de nossos irmãos, os do mundo, demos um show de cultura, de alegria e harmonia. A família Alma Surf entrou definitivamente para a história, e, hoje, podemos agradecer a todos e dizer que nós, os brasileiros, temos o maior festival da cultura surf do mundo."
"A exposição de pranchas proposta pela IV Mostra do Surf aliou shape e arte, artistas e shapers, surfistas, na composição de uma só obra, uma só mensagem, todas focadas sobre o tema consciência. A confecção conceitual do shape com artes interpretativas sobre o tema da exposição produziu um efeito fantástico e colorido de sentimentos, levando os apreciadores desse elo do surfista com o oceano ao êxtase de emoções. Feitas em conjunto com a Srfrider Foundation Brasil, as pranchas irão a leilão em 2008, e a verba arrecadada, revertida à Surfrider, promoverá ações ambientais no litoral norte de São Paulo, dando continuidade aos movimentos estimulados pela Alma Surf. Agradecimentos especiais a todos os artistas, shapers e fábricas de pranchas (kronig, Zecão, Wet Works, Surface, Lightning Bolt, Twin, Rip Wave, Akiwas, PMD, By Pastor, Shine, Water Classic, Viking, Electra, Newton Miranda, Auckland, Calibre, Diamond Heads, A Flora, TBS, New Advanced) que participaram da exposição, valorizando o evento e o movimento IV Mostra Internacional da Arte e Cultura Surf. A Exposição Consciência, inédita e profunda, promoveu acima de tudo o encontro de surfistas que acreditam em um mundo melhor e que têm um estilo de vida centrado no amor pelo oceano, mar e ondas." Textos de Adriano Vasconcelos, editor da revista Alma Surf publicados por Tiago Matulja pois expressam verdadeiramente todo sentimento que ficou deste incrível festival.
Obrigado à revista Alma Surf, ao editor, amigo e curador Adriano Vasconcelos (acima ao lado da prancha exposta na Oca do Ibirapuera), Romeu Andreata, publisher e à toda família Alma Surf.

O manejo, a madeira encapsulada e o sequestro de carbono

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Sequestro de carbono é a absorção do gás carbônico (CO2 - grande causador do efeito estufa) presentes na atmosfera. A forma mais comum de sequestro de carbono é naturalmente realizada pelas florestas. Na fase de crescimento, as árvores demandam uma quantidade muito grande de carbono para se desenvolver e acabam tirando esse elemento do ar. Esse processo natural ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver nada menos do que 150 a 200 toneladas de carbono sendo cada árvore um recipiente de CO2. Quando uma árvore morre, naturalmente ela passa a se decompor e aos poucos a degradação desta matéria orgânica liberta todo o carbono armazenado.

Com a utilização de árvores maduras, provenientes de um manejo sustentável, e cuidando para que ela não se degrade, em nosso caso, encapsulando-a na resina em forma de uma prancha de surf, prolongamos o tempo de armazenamento deste CO2 e ainda abrimos espaço para que uma nova árvore se desenvolva como mais uma sequestradora de carbono. Assim, o homem produz seus bens de consumo inserido na lógica cíclica da natureza. Isto é ECOLOGIA.

Tow-in zeira - 5'6"

Mensagem originalmente postada em Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Essa prancha de Tow in acaba de ir para Garopaba com o big rider Ricardo Azevedo e será utilizada no curso de Tow surf ministrado por ele e pelo "Monster". Em breve veremos fotos dessa A Flora nas ondas mais cabulosas do Brasil e quem sabe até no Hawaii!

6'10" round pin - monoquilha - singlefin

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 04 de Dezembro de 2007

Projeto de Tiago Matulja para uma retrô monoquilha, no estilo pipeline, Gerry Lopez, um pouco mais caprixada no rocker.Aqui, a fase de montagem do esqueleto em madeira Paulownia (usada por Tom Wegener da Austrália) de 3 dessas pranchas, faltando os stringers laterais... Sendo uma para o Douglas e outra para o Léo, que em breve irão surfar lá na joaca em floripa com elas, a prancha de vcs está muito leve e alinhada! Vai ficar um foguete!
De fundo e tampo colados, por essas fotos podemos ver bem o detalhe do dome deck da prancha que está esperando a colagem das bordas!Aqui ela pronta pra ir pra água

A Flora na ESPN

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Videorreportagem sobre a Mostra Internacional de Arte e Cultura Surf - 2007 feita pela ESPN no dia 09/11/07 na Oca em São Paulo, o filme traz algumas cenas do video Carving de Roberto Vezzone sobre Daniel Hess da Hess Surfboards que faz pranchas ocas de madeira na california. Aguinaldo Melo, video reporter, Romeu Andreatta, publisher da revista Alma Surf, Ciro Bicudo, artista plástico, Tiago Matulja, shaper designer e Robert Mignogna, editor da revista Surfing falam um pouco sobre a arte e a cultura surf.

Curi Atá Apenunga

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 06 de Novembro de 2007.

Pau oco que anda nas ondas, essa é a tradução do título desta prancha em Tupi-Guarani. Com 3,7 kilogramas, esta prancha tem quase o mesmo peso de uma prancha comum com as mesmas medidas porém com a flutuação de um pau oco cheio de ar. Uma 5'9" com a flutuação de uma 6'4", velocidade com controle e desgarradas malucas ao forçar as manobras

A Flora Ecoboards

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 06 de Novembro de 2007.

Esses dias descobri que existe uma fábrica de pranchas de surf no nordeste chamada Flora Surfboard www.florasurfboard.com.br . Inicialmente fiquei um pouco triste por ter escolhido um nome que já existia mas hoje em dia fica dificil fazer algo totalmente inédito e apesar da nossa prancha ter a mesma finalidade de surfar da dos nordestinos, nosso produto é único e por ser de madeira justifica seu nome. Sendo assim, decidimos colocar um A na frente e dessa forma continuar a homenagear a nossa mata atlantica itamambuquense ficando "A Flora" ecoboards. Assim, evitamos confusões.
A marca “A flora” foi criada para lincar o nosso produto e materiais utilizados à sua origem vegetal. No logotipo, as pranchas são posicionadas de forma a remeterem à floração, símbolo de vida, beleza e desenvolvimento de uma ideologia que começa a desabrochar.

Festivalma Surf

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 06 de Novembro de 2007.

Fomos convidados a expor uma de nossas pranchas na IV Mostra Internacional da Arte e Cultura Surf. Abaixo, eu e o poster da mostra que este ano terá shows de Donavon Frankenreiter, G.Love, Matt Costa e A.L.O., além do festival internacional de cinema. Maiores informações, www.mostradosurf.com.br. Agendem-se para ver nossa prancha pessoalmente, vai valer a pena. São Paulo - Oca do Ibirapuera dias 8 e 9 de novembro de 2007 das 14:00 as 00:00. Rio de Janeiro - MAM dia 13 de novembro e Florianópolis - El Divino dia 16 de novembro.O tema da mostra deste ano é Consciência e não poderia ter vindo mais à calhar, uma vez que todas as nossas pranchas trazem este conceito em sua essência devido a nossa preocupação ecológica.
Acima, o término da pirografia no deck da prancha que vai para a mostra com grafismos indígenas de guerra. Agradecimento especial à tatuadora Ariana que mora aqui em Itamambuca que fez um ótimo trabalho de pesquisa e traçou os gráficos para podermos pirografar.

The Fish Fever

Mensagem originalmente postada em Domingo, 16 de Setembro de 2007.

A prancha mais leve que fizemos até o momento.


Acima, nas duas fotos a fish 5´10 recém shapeada.

Nesta foto, detalhe da rabeta em 3 estágios distintos. Esqueleto, Com o deck e fundo colados e prancha pronta para laminação. A do meio é a prancha das fotos acima.

Standup Maderizado

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 01 de Agosto de 2007.

Acima, o fundo da prancha feito a partir de madeiras doadas pelo marceneiro salvas de irem pra a lareira (cedrinho)

Revista Alma Surf - 07/07, Tag Meio Ambiente - Alma Surf magazine, Enviroment Tag

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 26 de Julho de 2007.

Um pouco de reconhecimento é sempre bem vindo, além da grande honra de mostrar ao Brasil um pouco do nosso trabalho. Agradecimento especial a Marilia Besser e Adriano Vasconcelos editor da revista Alma Surf por botarem fé que é possível o surf contribuir para a saúde do planeta e deixarem sua chancela de "Soul Surf" em nosso produto.
Errata: Para evitar confusões, esclareço que diferente da forma como saiu na matéria, o selo verde não é dado à marcenarias, carpintarias ou prancheiros e sim a plantadores e madeireiros que fazem o manejo das áreas e o beneficiamento desta madeira. O que nós fazemos é tentar ao máximo utilizar material que tem o selo verde, dessa forma contribuindo com o meio ambiente.
Tiago Matulia, como saiu na revista é a pronuncia para o nome Tiago Matulja, em sua forma escrita. A legenda das fotos também saiu errada, à esquerda está o Kiko e à direita Tiago.

Ensaio Fotográfico

Mensagem originalmente postada em Quarta-feira, 25 de Julho de 2007.

Aqui, muito bem acompanhada neste ensaio fotográfico para um catálogo de bikinis.

O surf na prancha de madeira

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 02 de Julho de 2007.

Remada, flutuação, inércia, projeção, linha e velocidade.
Essas 6 palavras definem o feeling de se surfar com uma prancha de surf de madeira.

Não tem como comparar com uma prancha de espuma, a prancha é viva, seu toque é quente mesmo na água fria.
Enquanto a espuma abafa as vibrações entre a superfície da água e a planta dos pés, o oco amplifica, melhorando a ação do surfista pela melhor leitura de onda.

A combinação perfeita de peso e flutuação se traduz em leveza em cima d´água e inércia. Dá pra pegar a onda lá atrás e ondas mais gordas, entrando antes do que as pranchas
convencionais devido a sua remada potente, ao começar a descer a parede da onda, nos primeiros metros já se sente o ganho de velocidade para uma cavada com bastante pressão. O curso da prancha se mantém pela sua inércia e desenha curvas bem abertas e seguras andando sempre com a borda em cima d´água. Atravessa os bumps igual ao um maverick V8 tornando a linha suave e o surf mais seguro. A prancha também anda bem nas partes mais cavadas da onda, segurando-se bem na parede dentro do tubo. Ideal para quem curte um surf de linha porém veloz nas passadas e com bastante projeção para tubos e floaters.

Um Pé de Que?

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 01 de Maio de 2007.

Um pé de stand up paddle dando seu primeiro fruto!

Woodworking - Corte e colagem das costelas (ribs) que compõem o cavername da prancha oca de madeira.

Remo / Paddle

Prancha de Surf Ecologica - Ecologic Surfboards - EcoBoards

Mensagem originalmente postada em Terça-feira, 17 de Abril de 2007.

Outro dia uma amigo me perguntou: Como essas pranchas de madeira podem ser ecologicas se estão contribuindo para o desmatamento? Realmente utilizamos madeira que um dia já foi uma árvore e como isso pode ser ecológico? Em uma nova sociedade de consumo, onde as pessoas consomem produtos de uma forma mais consciente, produtores e seus produtos estão cada vez mais sendo julgados não apenas pela qualidade, durabilidade, performance e preço, mas também, por critérios éticos, ecológicos e de justiça. Organizações de consumo, no mundo todo, estão cada vez mais armando os consumidores com a informação necessária para auxiliá-los nesse julgamento, uma dessas armas é o selo verde.
Selo Verde é um rótulo colocado em produtos comerciais, que indica que sua produção foi feita atendendo a um conjunto de normas pré-estabelecidas pela instituição que emitiu o selo.
O Selo Verde FSC www.fsc.org.br atesta que os produtos etiquetados são originados de florestas plantadas ou bem manejadas, que respeitam o meio ambiente e as populações ao seu redor. O Selo também é a garantia de que os produtos têm origem rastreada na floresta em todo o processo produtivo até o cliente final.

A Flora surfboards procura utilizar ao maximo madeira certificada pelo FSC sejam elas de reflorestamento ou de manejo sustentável. Outra opção que temos em alguns casos é o uso da natureza morta (árvores caídas) e ainda a reciclagem, utilizando madeira que iria muito provavelmente para fogueira.

Apesar disso tudo, o que torna nossas pranchas ecológicas mesmo é a substituição de um material extremamente degradante ao meio ambiente, a espuma de poliuretano por um material biodegradável, a madeira. Na expasão do poliuretano para fabricação do bloco é utilizado o CFC que é altamente prejudicial à camada de ozônio e causador do efeito estufa. Uma prancha de surf de espuma de poliuretano comum dura nas mãos de um surfista que usa regularmente uma média de 2 anos e depois vira lixo, toda amassada e quebrada e mais uma vez irá poluir o meio ambiente nos lixões ou boiando nos oceanos. Uma prancha de madeira é bem mais difícil de quebrar e não amassa, dura 20, 30 anos e ainda parecerá nova. Se o surfista, que tanto se preocupa com seu meio ambiente, pois depende diretamente dele, souber o quanto está contribuindo para sua preservação utilizando as EcoBoards não vai querer saber do poliuretano nunca mais!
Aqui o Frame da Ecoboard sobre uma prancha já pronta. Detalhe da seda sobre o bico.

Prancha de surf dá em árvore?

Mensagem originalmente postada em Sábado, 14 de Abril de 2007.

Na Flora de Itamambuca sim!

Biquilhas - Twinfins

Mensagem originalmente postada em Sábado, 14 de Abril de 2007.

Clássicas quilhas de madeira 8"x5" cedidas pelo "the fin guy" Vicente da Craft fins. Valeu Vicente pela contribuição! http://www.craftfin.blogspot.com/

Essas quilhas com outline de alta performance foram feitas na Flora.

Stand Up Paddle Surf

Mensagem originalmente postada em Quarta-feira, 21 de Março de 2007.

SUP 10' - Standup 10 pés - Beachboy longboard - Plans
Pranchão SUP 11' - Standup 11 pés - BigTank longboard Plans
Mais projetos disponíveis. Muita flutuação para remar de pé utilizando um remo longo, essa prancha é capaz de surfar swells oceânicos que não quebram, ondas bem gordas e até ondas cavadas, entrando na onda antes de todos no line up. Para encomendar sua prancha entre em contato pelo e-mail tiagom@gmail.com.

Para quem nao conhece o stand up paddle, saiba que está em alta no Hawaii. Abaixo Ikaika Kalama entocado no backdoor. Pena a prancha dele ser de espuma.

Os Brazucas não ficam atrás, abaixo o amigo, shaper e surfista, Fábio Chati com seu Stand up 12´. http://www.chati.com.br/

Barracão Oficina

Mensagem originalmente postada em Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2007.

Durante o recesso de fim de ano algumas tempestades acordaram a deusa egípcia da destruição, a devastadora Sehkmet, com sua cabeça de leoa, derrubou um angico branco centenário destruindo a antiga oficina.
Destruir para poder criar, na sequência, a antítese da destruição, a Deusa Bast com cabeça de Gata surge para criar e reconstruir.
A natureza morta cria vida novamente servindo de estrutura para a construção do novo galpão para as pranchas de surf da Flora Surfboards. Seguindo a linha de nossas criações com uso de madeira de reflorestamento e manejo sustentável, o Angico Branco caído serviu para selar nossa integração com a natureza e trazer forças para que nossos projetos para 2007 se concretizem.Na mitologia Hindu, Shiva, o Deus da destruição, está sempre acompanhado por Parvati, Deusa da criação que inicia um novo ciclo em nossa caminhada terrena.

Prancheiros / Boardbuilders

Mensagem originalmente postada em Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006.

Tiago Matulja e seu aprendiz de boardbuilder Pedro alisando o deck da fishtail

Kiko Horácio segurando o frame da fishtail de 6 pés e seu pupilo Diogo com um remo de canoa havaiana recém laminado.

Thursday, January 15, 2009

Manufatura de uma autêntica Prancha de Surf Oca de Madeira - Building a Hollow Wood Surboard.

Mensagem originalmente postada em Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006.

Molde (plans) do outline e das peças para montagem do frame da Fishtail.

Montagem do esqueleto, similar ao cavername de uma embarcação

Chapa do fundo colada ao cavername

Colagem do Deck

Boardrider Pedro Matulja fazendo o teste de compressão da madeira. Ok, essa aguenta chumbo!

Fixação das ripas de borda. Detalhe da peça maciça de cedro rosa na rabeta.

Shaperoom

Posicionamento das quilhas.

Impermeabilização pode ser feita com resina epoxy ou resina biodegradável de base vegetal.

Pronta para o surf, diz aí Kiko da dó passar parafina.

Surfboard Guru

Mensagem originalmente postada em Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006.

Devo muito desta realização a este cara! Mr. Jack Young que diretamente da california sanou todas as nossas dúvidas durante o processo.
É com muito orgulho que publico esta mensagem que recebi dele por e-mail quando terminei o projeto da Fishtail 6.0.
"Tiago you are an artist! The plans are fantastic.
The best I have ever seen. Several builders have asked about a fish and you are the first one to come up with a design. I think it will make everyone very happy when it is posted. Thank you very much for sharing your great talent with all of us........jack"

Thanks Jack for all support.

Fishtail 6 pés - Plans

Mensagem originalmente postada em Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006.


Pra quem estiver curioso, a prancha do primeiro post é essa ai do projeto. Depois de muitas confabulações, a definição dessa obra-prima.... uma Fishtail 6 pés de baixo custo mas muita mão-de-obra.

PRANCHA DE SURF DE MADEIRA

Mensagem originalmente postada em Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

Depois de muito estudo, muita prosa e muito trabalho, finalmente está no ar o blog que apresenta ao mundo, diretamente da pacata cidade de Ubatuba as pranchas de madeira mais ecologicas do Brasil (Hollow wood surfboard). Na foto pode-se ver a flora de Itamambuca ao fundo e a fishtail oca preparada para receber as bordas.